quarta-feira, 21 de maio de 2014

 
 
Retorno ao presente sem aparências
Ciente que em minhas demências
Ausentes se encontram as divergências
Disparo a arma e chego antes do projétil
Recuo ante o óbvio e ao pueril
Atirando-me para fora do barril
Não tem mais encontro que me careça presente
Nem mais tristeza ante o infelizmente
Do que não me cabe, tornei-me inerente...

segunda-feira, 4 de março de 2013



"E agora, sou o inferno de mim, sem medos ou receios que me impeçam de ser quem sempre fui. O avesso das pantomimas que tentam me impor por não serem inteiros. Sejam o que queiram! Nada os impede! Mas nunca queiram que sejam os outros, perfeitos para suas insanidades. A mim, chamem-me oque quiserem, nem cócegas me causarão aos meus ouvidos. Eu sou o insano, que comete insanidades ante a insana convicção que possuo. Ao que pensam sobre si, não sei... prefiram olhar mais como insano o que sou integro, doque a própria isanidade que é esse tipo de visão em si mesmos... Fácil ser acusador... difícil, tornar-se o acusado e réu, tentando fazer com que as pessoas olhem-se mais e se analisem, do que agir pelo que lhes é mais comodo... julgar e acusar o outro... E quem me dá esse direito? Todos que me julgam antes de me conhecer.".

Davi Rodrigues - Do vento Ao Tempo

sexta-feira, 1 de março de 2013


 
E Agora, É o Migo de Mim...

Em mais uma insana aventura do aventurar inconstante que a vida propicia. Em mim pelo ser eu mesmo a viver e o migo, por estar comigo essa atitude mais que em outros poucos que ousam. E dizem que viajo na filosofia. E os amantes de Fernando Pessoa, que me perdoem ter aprendido com ele! Eu sou o ar e ele, o ventilador! Eu o ar poluído que me fiz respirar durante décadas... Ele, o ventilador a expulsar a poluição e permitir que o ar se torne, um eu mais respirável... Um eu que aventura ser o audível ser por querer atenção e um ele que entra como objeto direto a atenção que necessito. Se eu dissesse apenas meu nome, quem seria eu para que me dessem atenção? Agora se eu falo do Fernando, a coisa se transforma... Mesmo sem que eu tenha mínimo conhecimento sobre sua obra, interessa sempre a alguém, esperar que eu cometa um deslize, para que uma crítica ferrenha, desabe sobre minha cabeça, e o eventual crítico venha a se colocar em evidência, ante o sigo de si... Aí entra o se... Se o migo é com e o mim recebe... Quem será o sigo do consigo de ti, que estará com o migo de mim, quando o tigo de ti, não tiver mais migo em si mesmo. Até quando o Fernando Pessoa haverá de agir em prol dos migos de mim mesmo, para que os tigos de ti se importe com os nosco de nós?...