quarta-feira, 30 de março de 2011

Mudanças E Mudanças



Tudo que sempre ocorre, com o que não se é absoluto
Não somos (permitam a vossa inclusão)
Período de transformação
Período de reconscientização
Tudo é pura 'verve'
O entoar sincero das mais lindas canções
Versejar pleno da garganta seca
Dia todo
A mente agora, afoga a tela em branco
Perpetuar é preciso
Viver sem isso, torna-se impossível a cada segundo
(Vícios à parte!)
Eis-me aqui!
Nem que seja só um pouquinho
Mesmo sem que percebam
Sempre estou...

terça-feira, 29 de março de 2011

Pesadelo


Zás!
Guilhotinem-me!
Atonietizem-me
Sou vil, sou o vilão
Sou o metódico antecipador
Da dor...
Do tempo causador e mantenedor
Da dor...
Do ócio naufragador
Tempempestade
Trovões e raios
Caquético manipulador
Traidor das causas
Inconfidente do tesouro
Arqui-covarde
Transportador da razão à insanidade
Provocado pelo arquivar de conscientes
Sou sub...
Acorde e me descobrirá
Não durma e jamais saberá quem sou


Intensificando



Tão subto quanto o espaço entre o anoitecer e o amanhecer
Tão insano quanto um assassino em série
Tão fugaz quanto o derreter de algodão doce na garoa
Tão especial quanto a mais doce lembrança
Tão longe quanto o fim do mundo
Tão perto quanto o próprio pensamento
Tão meu quanto o que se possue
Tão eterno como as coisas que se eternizam
Tão intenso quanto esse texto


Acordo Tarde! (Ainda!)


 
Os pensamentos me fluem melhor
O dia se torna mais curto
Sempre fui boêmio
A noite me encanta
Mesmo com as poucas estrelas visíveis
Mesmo com o risco que emana a cada dia
A lua quando cheia, inspira
Inspiro as recordações
'Cine Mistério' na televisão
Pai no sofá ao lado
Tornei-me um 'madrugueiro'
Amante de 'tv' na madrugada
Séries antigas
Tentativas de resgates
Seja da inocência, seja do amadurecer
Em breves lembranças
Até o homem que penso estar me tornando...


segunda-feira, 28 de março de 2011

A Vida É Feita De Emoções



As mais profundas emoções alheias
Só podem ser percebidas
Quando as nossas
Não às sobrepõe!

Sem Reflexão



Porque a tarde é bela
A noite triste
O ser sincero
Nunca desiste
O riso extremo
As vezes tolices
Nos partem os olhos
A mente
Os sois das belas manhãs
O braço do abraço
A boca do beijo
E a razão das palavras

Intensidade



São as mais curtas recordações
Que nos fazem recordar por mais tempo!

Digestivo



Quero ver o fruto saciar os olhos
A saliva, encharcar a boca
Entre os dentes, tenro 
Sobre a língua, doce
Garganta adentro, suculento
Nas entranhas, suprimento
Ah! Se o coração fosse aparelho digestivo...
De frutos, não de ações!

Sapiens ?


É possível se tornar sábio da noite para o dia?
A sabedoria se encrustra nas entranhas
É o fungo do bem
A penicilina da alma
Mas jamais seria detectada em um 'estálo'!
Quanto tempo se leva para se perceber quem é sábio?
Impossível determinar!
A sabedoria as vezes só se é apercebida, após o falecimento de seu detentor
Ela não possue farpas
Não possue um único dono
Ela é sensorial, submissa e está a espera
De quem a desfrute
De quem a compartilhe
Será que parcela dela está com você?

Antecipar É Preciso!



Daquela tarde inesquecível
Restou lembranças
E saudades do que não se teve
Não houve pote que guardasse a essência
Não houve olfato que jamais pudesse sentir tal fragrância
Apenas o vapor do tempo estagnando mais um cheiro
Abortando das narinas
O suave frescor de brisa, de nova estação...

domingo, 27 de março de 2011

Amor, Ave Rara!



Livra-me agora poderoso tempo
Deixa-me a mercê de mim mesmo (mesmo o mim não fazendo nada)
Já estou?
Que bom!
Achei que assim fosse
Não quiz dizer que tinha certeza
Breve sensatez de 'não-soberba'
Pobre ter de agir em função do amor
Em função da pobreza atual
Falta-se verbas para  se estruturar amor
Amor esse que parece sempre flutuar com o vento
Que vem quando não se espera
E que se vai enquanto se aguarda


 

 Tudo Pela Metade
Marisa Monte e Nando Reis

Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo
Eu trago o lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade
Eu não percebo
Eu falo muito palavrão
Eu falo muito
Eu falo mesmo
Eu falo sem saber o que estou falando
Eu falo muito bem
Eu minto

sábado, 26 de março de 2011

Perpétuo, Condenar-se!



Um pequeno aprisionamento no passado
Uma pequena forma de amor incondicional
Algo tão sólido...
Um pequeno devaneio
A pequena crença no que se é
Depois te tanto tempo
Tempo vivido
Tempo de enxergar que cada qual é por se querer
Nada é tão longe que se torne inalcansável
Nada tão próximo que se cegue
Que tal palavra é essa, que nos falta à boca incansável e insaciável de se expressar?
Que tal vontade nos afasta do que mais queremos?
Que tal egoísmo nos arrasta a nos implorarmos por ajuda?
Quem realmente quer mudar?
Quem realmente enxerga as mudança e os fatores que as faz tão importantes?
Apenas um pequeno aprisionamento
Perpétua!
Condenação!
Condenar-se...
Não!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Respirando



Colorindo o dia-à-dia
Colocar perfume no desafiante cheiro do medo
Não ter receios infundados
Antes do grito
Necessita-se aspirar profundamente
Só nos lembramos que respiramos, quando alguém nos cita
Quem sabe, quando formos capazes de compreender
Que as coisas que mais nos amedrontam, são naturais
Não por nos amedrontar
Mas por nos permitirmos que nos amedrontem
Essas coisas, passarão por nós
Com a mesma impercepção, e com a mesma nescecidade
Do ato de respirar
Imperceptíveis mas extremamente vitais

Equilíbrio Pleno



Saqueados os sentidos
Corro à deriva
Passos  são só passos
Não importam a velocidade
O desespero nos torna iguais
Mostra o breve momento em que todos os seres são iguais,
Revela-se o que se tenta esconder
Expõe-nos, desde o mais frágil e escondido sentimento
Toca-se a valsa arritimica
Em que os passosos se tornam embebedados
Tropeça-se a cada vez que se tenta prumar o passo
Saqueado, sim!
Tropego...
Nunca!

Avançada


A felicidade está implícita 
O rosto cansado, expira rugas
A gargalhada, expira a dentadura
O coração safenado, remói-se em lembranças
Passos mal dados, denota a esquina errada em que se dobrou
Todos os paralelepipedos, foram trocados por massa asfáltica
Ou algum derivado de petróleo
Elegantes chapéus
Ternos
Nada mas é reconhecido pelo caminho
Telefone de bolso
Fotografias digitais
Não há mais passeios de mãos dadas
Não há mais espaço para a idade...