sábado, 9 de abril de 2011

Tempestade (por Débora Tavares)




De súbito a boca acinzenta
e a saliva amarga uma desesperança.
Quisera ficar só, em minha tristeza
mas me contagio com o aço das doenças.
Quisera a armadura do cavaleiro
no instante de céu negro
mas é ao moinho que pertenço.
Minha alma volátil
engole os gritos enfermos.
O corpo dói o peso
e o olho grita
um sussurro
de benevolência.




(arte sumi-ê de Kago Woo)


"Este poema faz parte do meu primeiro livro de poesia, "Nanquim", que será lançado no dia 14 de maio, à partir das 16h, na Livraria da Vila - R. Fradique Coutinho, 915 - Vl. Madalena - SP. Quem sabe possamos nos conhecer pessoalmente! Grande abraço, Débora"
 
Outras maravilhas como esta: http://poemadia.blogspot.com/

Nenhum comentário: