segunda-feira, 30 de maio de 2011

Taraxacum Officinale - Não Me Morda Esse Leão

Flores Dente de Leao

Quero flutuar
Desde o mais profundo oceano
Denso ou de leve densidade
À mais alta nuvem
Que evapora que dilui
Quero ser leve e sou
Não quero que me tornem pesado
Não quero ser pesado ou medido
Não quero ser 'cobrado' pelos 'nãos' que se possuem
Apenos digo sim
À vida, ao amor
E que esse seja 'a' verdade
Ouço falar em leveza
Posso sentí-la em meu dia-à-dia
Quero o voo da borboleta
Mesmo em sua curta vida
Quero a vida e a vivo
Quero preocupações comigo também!
Sou apenas o que flutua tão explicitamente que causa dor?
Devo me culpar por isso também?
Justo eu que injustiçado vejo a leveza...
Não sou de 'peso' extremo
Sou o ar por onde plainam as aves
Sou a termal terna
Sabes mesmo quem sou?
Sei quem sou e do que não gosto
Flutuo por entre dores alheias e não sei não demonstrar as minhas
Só sei ser o amor que sou
Que compreendem em minhas palavras ao ponto de me desejarem
Não consigo desejar alguém que não se ame ao ponto de se sentir agredido com isso
Isso me agride...
Mas não devolvo a agressão, que isso 'pagaria' o bem com o mal
Não choro pelo que não tenho mas sim pelo que não se me permitem
Apenas sou isso
Esse leve flutuar entre o que quero me sentir desejado e o que acham que me desejam, mais por falta de si mesmos do que o tentam ou nem querem construir
Enxergo essa falta e não sei  compreender esse 'não dizer'
Invento (e preciso perder esse hábito,  de criar o incriável) palavras para tentar dizer de acordo com o que se demonstram nescitar
Não se sentem bem... e vêm que posso lhes 'flutuar' esse 'bem'
Repudiam-me por as fazer enxergar o que demonstram e não se apercebem...
Dão-me a famosa 'carta-branca' e  não aguentam um querer além do que querem
Apenas quero flutuar
Não consigo ser o que me fazem ou o que me transferem em suprissão do que pensam que sou capaz de suprir
O que me vêem?...
Por que o meu flutuar incomoda tanto?
Por quê tanta dor enquanto flutuo?
Por quê me querem mas não me aceitam?
Sou apenas esse flutuar à me dissolver ante esse soprar constante do que se sentem falta
Desse eterno querer esquecer do que se dói
Que tanto dói ao se dizer, ou em não ouvir eu te amo...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Amor A Tarde...



Mesmo que tudo possa nem parecer, nem quero que acredites,,, Apenas sinto falta de mim... E nunca quis encontrar em alguém quem sou... Tantos dizeres, tantas preocupações com o quê? Só de você... Quantas vezes só precisei saber que alguém se importava não só com si mesmo... mas também comigo... com o que me levou a pensar dessa forma... Não consigo ver o amor assim, sem essa preocupação e como o assunto me chega de todas as formas possíveis, mesmo me prometendo sempre que não, sempre dou as dicas... mas creio que sempre são insuficientes... sempre me torno longe... 'inalcansável'... Ah1 Quantas vezes ouvi essa palavra nos últimos 29 anos!!!!! Alguém sabia disto?... Alguém se permitiu ao menos tentar saber o porque, diretamente me perguntando? Não!!!! Sempre me tornam o 'vilão' de suas histórias! Sempre me corrompem com suas sedes de 'não se sabem oquê!' Tento, logo existo, logo insisto, mas também, um dia desisto! Sem 'duo', resta só o 'solo'. O 'solo mio'! Quão egoísta sou!!!! É bem mais fácil se dizer 'do que', sem saber o porque... Grandes desabafos!!! E quando assimilaremos isso e finalmente tomaremos frente do que se é preciso fazer, sem transferências? Quem tem ou possue essa 'formúla' e acredita o suficiente, a ponto de afirmá-la como absoluta? Sempre o faço!  Não sou 'ninguém' melhor que ninguém, visto que todos nascemos em iguais condições de estrutura. O psicológico, esse, quem o possue em plena consciência, é responsável por difundir! Fácil julgar, difícil, ouvir julgamento! Fácil dizer que tudo que se ouve é o que não se permite ser ouvido. Difícil, é olhar para si mesmo e ser autênticamente convicto, de que suas dores interiores, jamais serão usadas para se esconder ante a verdade alheia que vem de encontro ao que não se quer sofrer. É mesmo muito estranho... os bons, pensamentos, conhecimentos alheios, verdades absolutas... morrem antes... morrem jovens...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Bom Senso

Aquele Que Não Quer Ver

Hoje, Por Mim!

Reverberando


Se o que cala consente a fala
Ao que intuitivamente inala
O 'peso' de quem mente ao plantar tal semente
Ao inalar da vertente o caminhar ausente
De gente que ao que se invente converte o senso
Do clima tenso e concernente do imenso rodopio
Da lâmina a fio do que penso
E se inala ao sair da mala que sutilmente e tão derrepente
Examina o cio do mal senso que inutilmente, vai à vala
Por que amá-la?
Se, encontrá-la não é motivá-la
Qual motivo incorre em tal incentivo que não socorre
E que i'nda assim, corre o risco da vinda
Quer se falar? Quer se perder?
Quer amar ou quer sofrer?
Quer concluir por mim ou para mim
Até o fim digo que nada e ruim
Apenas uma, das centenas que já existiram
Alguns até sentiram...
Outros resistiram...
Mas também, e sempre existe alguém, muitos desistir

Atual (Idem)!

Meu Moinho De Vento Se Torna Gigante!

Até Que Poderia Ser...

Não fosse o acordar cedo, barbear-me, banho e perfume
Não fosse a caminhada pela manhã para um recomeço saudável de um sedentário abandonando velhos hábitos
Não fosse a margarida, a rosa, a tulipa apanhadas no caminho e depositadas em um vaso que não possuía e comprei para esse momento
Não fosse o vinho, o uísque, o suco, o leite e até mesmo a água, reservados na geladeira para deleite de quem se espera
Não fossem as transferências de horários marcados para se haver mais tempo disponível
Não fosse a ténue e permitida ansiedade de se preparar
Não fosse a satisfação esperada ao compromisso marcado
Não fosse a tristeza de se vivenciar intensamente o acreditar que se esvai com uma simples falta de gesto
Não fosse a mensagem no celular que preferi por muitas vezes nem relevar
Não fosse o email aberto e escarnecido ao qual se lê e se percebe que era para outra pessoa na hora mais tardia em que a esperança se mantinha forte a protelar sua identidade de ser a última a morrer e acreditando plenamente nisso
Não fosse isso bem no dia seguinte
Não fosse o não ao início de cada frase
Quem sabe... 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Idade de Ouro



L'âge d'or

Aprendi a esperar mas não tenho mais certeza
Agora que estou bem, tão pouca coisa me interessa
Contra minha própria vontade sou teimoso, sincero
E insisto em ter vontade própria

Se a sorte foi um dia alheia ao meu sustento
Não houve harmonia entre ação e pensamento

Qual é o teu nome? Qual é o teu signo?
Teu corpo é gostoso, teu rosto é bonito
Qual é o teu arcano? Tua pedra preciosa?
Acho tocante acreditares nisso

Já tentei muitas coisas, de heroína a Jesus
Tudo o que já fiz foi por vaidade
Jesus foi traído com um beijo
Davi teve um grande amigo
E não sei mais se é só questão de sorte

Eu vi uma serpente entrando no jardim
Vai ver que é de verdade dessa vez
Meu tornozelo coça, por causa de mosquito
Estou com os cabelos molhados, me sinto limpo

Não existe beleza na miséria
E não tem volta por aqui,
Vamos tentar outro caminho
Estamos em perigo, só que ainda não entendo
É que tudo faz sentido

E não sei mais se é só questão de sorte
Não sei mais, não sei mais, não sei mais...

Oh, oh
Lá vem os jovens gigantes de mármore
Trazendo anzóis na palma da mão
Não é belo todo e qualquer mistério?
O maior segredo é não haver mistério algum


domingo, 15 de maio de 2011

Doce Terra Do Nunca!

Ah! Brisa repentina que eleva meu descanso ao querer perpetuar-me
Sopro de ar quente em meio ao inverno glacial
Desperta desejo infinito e sem prazo de validade
Em cinco minutos ouvir o que se espera a décadas...
Não é destino, é simples, não desistir!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Maduro?

Insuportante


Sendo

Caminhando

E Se Quizer Saber Para Onde Estou...

Coração Exposto


Salta à pele o interior em perpétuo sentir
Espõe-se artérias
Tênue linha que separa o respirar do existir
Expõe-se formas
Formatação de valores
Glóbulos maravilhosos que transportam oxigênio
Mãos que, incapazes de agarrar o ar
Conseguem traduzir em pinceladas
Virtuais
Virtuosas
Assim
O que é impossível de se avistar a olho nu
Torna-se pouco à pouco
Materializado em pequenos cliques
E em grandes inspirações