terça-feira, 17 de maio de 2011

Até Que Poderia Ser...

Não fosse o acordar cedo, barbear-me, banho e perfume
Não fosse a caminhada pela manhã para um recomeço saudável de um sedentário abandonando velhos hábitos
Não fosse a margarida, a rosa, a tulipa apanhadas no caminho e depositadas em um vaso que não possuía e comprei para esse momento
Não fosse o vinho, o uísque, o suco, o leite e até mesmo a água, reservados na geladeira para deleite de quem se espera
Não fossem as transferências de horários marcados para se haver mais tempo disponível
Não fosse a ténue e permitida ansiedade de se preparar
Não fosse a satisfação esperada ao compromisso marcado
Não fosse a tristeza de se vivenciar intensamente o acreditar que se esvai com uma simples falta de gesto
Não fosse a mensagem no celular que preferi por muitas vezes nem relevar
Não fosse o email aberto e escarnecido ao qual se lê e se percebe que era para outra pessoa na hora mais tardia em que a esperança se mantinha forte a protelar sua identidade de ser a última a morrer e acreditando plenamente nisso
Não fosse isso bem no dia seguinte
Não fosse o não ao início de cada frase
Quem sabe... 

Nenhum comentário: