segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sem Muito Para Dizer - Mais Um Pouco Do Livro Inacabado...

Qual versão ambígua sobre sentimentos existe em prática nos dias atuais? Somos capazes de colocá-la em prática? Vejo em diversificadas formas de relacionamentos, uma estranha tendência a se tornar o outro, cópia exata do que se deseja. Bad! O mal que isso causa é quase irremediável. Devo ter um 'trauma' com relação a isso! Não consigo me apegar a quem quer me moldar. Não acredito que amor seja feito de modelares constantes. Tudo é questão do que realmente se deseja. Quando se ama, se respeita o que e quem o outro é. Obviamente, as similaridades são bem vindas em meio aos trilhares de diferenças existentes. Todos querem o mesmo: Ser feliz! Exceto dois casais que conheço e que ainda me criam expectativas de que se é possível viver em duo, sem ter que se mudar para isso, não consigo me lembrar de mais ninguém. O ceder, torna mesquinho o amor, que é construído e não moldado. O amor sinceramente se contrói em comunhão. Não é homem, não é mulher. Simplesmente amor. Passo concreto de um verdadeiro conviver em parceria, sem ter que se modificar bruscamente  quem se é. Quando se muda em função de algo, denota-se nossa plena utilização do objeto à que se muda, como uma espécie de moleta, falta de algo que gostaríamos de possuir e tenha certeza caro leitor, amor certamente não é posse.  Isso obviamente não se aplica às mudanças diárias do ser humano quanto ao amadurecimento. Impossível ver o amor como moldável e adequando-se às situações como desejamos á bel prazer. A magnitude do amor, está justamente, no fato de ele ser mútuo e não individual. A visão feminina e masculina devem estar em sintonia. O amor só pode ser visto desta maneira. Caso contrário, é paixão. Ah! Paixão! Grande invólucro de carências e tentativas de supri-las. Grande vislumbre de emoções surreais e utópicas de sonhos de felicidade. Universo paralelo de ansiedades circunstanciais. Como viver sem ela? Ah! Tórrido lamentar do que não se possue e interminável busca do inalcansável! Estejam certos de uma coisa, o amor só pode existir em realidade. Não se ama alguém simplesmente se suprimindo a quem se é. Ademais, quem não vê dessa forma, certamente nunca amou, ainda vive entre os personagens de contos de fadas e o desejo de se libertar eminente que não se permite ser visto. Na maioria das vezes isso causa muita dor e sempre acaba mal. Por isso, devemos pensar bem antes do querer se envolver e  ter bem claro essa diferença entre amor e paixão, se não, sempre estaremos vendo como egoísta, aquele que realmente quer construir algo sólido.

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