segunda-feira, 4 de março de 2013



"E agora, sou o inferno de mim, sem medos ou receios que me impeçam de ser quem sempre fui. O avesso das pantomimas que tentam me impor por não serem inteiros. Sejam o que queiram! Nada os impede! Mas nunca queiram que sejam os outros, perfeitos para suas insanidades. A mim, chamem-me oque quiserem, nem cócegas me causarão aos meus ouvidos. Eu sou o insano, que comete insanidades ante a insana convicção que possuo. Ao que pensam sobre si, não sei... prefiram olhar mais como insano o que sou integro, doque a própria isanidade que é esse tipo de visão em si mesmos... Fácil ser acusador... difícil, tornar-se o acusado e réu, tentando fazer com que as pessoas olhem-se mais e se analisem, do que agir pelo que lhes é mais comodo... julgar e acusar o outro... E quem me dá esse direito? Todos que me julgam antes de me conhecer.".

Davi Rodrigues - Do vento Ao Tempo

sexta-feira, 1 de março de 2013


 
E Agora, É o Migo de Mim...

Em mais uma insana aventura do aventurar inconstante que a vida propicia. Em mim pelo ser eu mesmo a viver e o migo, por estar comigo essa atitude mais que em outros poucos que ousam. E dizem que viajo na filosofia. E os amantes de Fernando Pessoa, que me perdoem ter aprendido com ele! Eu sou o ar e ele, o ventilador! Eu o ar poluído que me fiz respirar durante décadas... Ele, o ventilador a expulsar a poluição e permitir que o ar se torne, um eu mais respirável... Um eu que aventura ser o audível ser por querer atenção e um ele que entra como objeto direto a atenção que necessito. Se eu dissesse apenas meu nome, quem seria eu para que me dessem atenção? Agora se eu falo do Fernando, a coisa se transforma... Mesmo sem que eu tenha mínimo conhecimento sobre sua obra, interessa sempre a alguém, esperar que eu cometa um deslize, para que uma crítica ferrenha, desabe sobre minha cabeça, e o eventual crítico venha a se colocar em evidência, ante o sigo de si... Aí entra o se... Se o migo é com e o mim recebe... Quem será o sigo do consigo de ti, que estará com o migo de mim, quando o tigo de ti, não tiver mais migo em si mesmo. Até quando o Fernando Pessoa haverá de agir em prol dos migos de mim mesmo, para que os tigos de ti se importe com os nosco de nós?...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Ama a Ti, Antes Que Ao Teu Próximo!



E sempre esperamos a novidade. Vinda sabe-se lá de onde! Vinda talvez, em forma de uma luz brilhante, para ser prontamente identificada como solução... Um bilhete de loteria premiado, casamento com pessoa rica e prestes a deferir seu óbito... Um caça talentos que o descubra por aquela habilidade que só você sabe que é capaz de executar.
Durante dezenas de anos, tenho ouvido as pessoas a dizerem seus sonhos. O que mais tem chamado minha atenção, é que sempre a resposta, parece estar tão distante, sempre em algum lugar no futuro! Refletindo as sábias palavras de Mahatma Gandhi: Existem dois dias no ano, em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã. Não estaria então, mais que na hora de remodelarmos nossos conceitos?
Queria eu, (e ainda quero!), me redimir pelo tabagismo que pratico, muito mais que minhas reles tentativas de transformar o mundo, com pequenos textos que ouso chamar de crônicas, mesmo não as sendo. Devo ter uma pitadinha dessa nobre ilusão dos sonhos, incrustadas em algum lugar de meu subconsciente. Não o desejo de fama através de meus escritos, mas aquele de mudar o mundo a partir de mim. Tornar-me mais acessível às pessoas que não têm tempo para ler textos quilométricos em meio as suas buscas frenéticas, por um desjejum nem sempre presente pela manhã.
Ousaria eu dizer, que tenho plena definição de quem são tais pessoas, mas seria eu, justo para com elas, enautecer-me tão sapiente de suas qualidades e adjetivos, sem ao menos antes saber definitivamente quem sou?
Vai aqui, uma irrevogável tentativa do que chamo de clichê cósmico:
Ama a ti mesmo como queres acreditar amar ao teu próximo e odeia-te a ti mesmo, pela vã consciência de que o ódio por ti mesmo, provem da pura incapacidade de não saber amar plenamente. É o que me repito diariamente ao espelho, mais para esquecer, do que propriamente lembrar.
Davi Rodrigues


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

 
PRESSA PARA QUE?
 
Em seu computador, existe uma opção, em que você deve clicar duas vezes para que ele vá para sua solicitação. Algumas vezes, você pode estar com pressa tanta, que até dar dois cliques, torna-se demorado. E mesmo que você seja um “Ás” na área de informática, ainda assim, clicar duas vezes, torna-se algo insuportável! Nas estradas, às vezes, você está com tanta pressa, seja lá o motivo que for... Ultrapassar o veiculo da frente, transpor um semáforo no vermelho, praticar qualquer transgressão, simplesmente parece à única solução...
Em sua vida, quantas vezes, tem a certeza, de que tem a certeza? E quanta vez decepciona-se por isso? Ou quantas vezes, só se dá conta, quando a informação chega até você?
Enquanto não mudarmos em nossas pequenas infrações, como poderemos querer cobrar, as grandes decepções que nos afligem todos os dias e que persistimos em usar como desculpa, para cometermos nossas pequenas infrações?
 
Davi Rodrigues – Do Vento Ao Tempo

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Onde Os Ventos E Os Tempos Se Encontram



Prefiro chamá-la de vento... Esperar sua vinda, feito em ondas de mar. Que refrigera quando chega e deixa-me abafado com sua ida. Queria mais vindas e poder viver esse amor intransponível de que relatam os livros. Não o queria, como os eternos amores que beiram as tão dramáticas sentenças Shakespearianas... 

Mas aquele amor onde ambos tomam para si, em objetividade, tornar-se de suas convicções e começar a reaprender a dois... Amor que não se anula o individual, porém, cria-se uma terceira vida. Ausente dos auto-ego-centrismos, por mais mascaráveis que sejam. Por mais importantes que pareçam. Nada que cada um, não possa ceder de seu próprio tempo, para criar um tempo de e para ambos. Um amor que não padeça a indomável e nem se pretubere em um abissal marasmo de rotina, agora que tenho ciência do que ambos representam. Quero um amor que eu possa divulgar, sem o mínimo receio de que algum mal olhado, seja capaz de movê-lo, em qualquer sentido ou ter qualquer ação de efeito, sobre ele. É desse amor que eu falo! Um amor construído por se amar e querer no outro, ver essa extensão! Não aquele amor que se pauta entre o que se aceita em um psicanalista qualquer, ou em uma rede social, com um vizinho ou com a amiga ou amigo, que tenha vivido situação parecida... Quero um cuidado, que seja baseado, no que represento para o outro, enquanto tem o prazer de conhecer-me. Não, baseado em uma comparação do que outros foram ou tentam formular-me! Deslocam suas próprias transgressões, no intento de declarar as transgressões alheias com um peso maior que as suas próprias, talvez num impetuoso e lamentável suspiro final, de imputar a outro, algo pior, apenas para afastar de si alguém que possa acusá-lo. Tendenciosamente, o grande fato é que alguém com um erro corre ao encontro de um erro maior, para sentir-se com a consciência tranquila, por saber que, além de não ser o único a errar, existe alguém que erra mais, dando-lhe a ilusória satisfação de perdão.... A estes, fica só uma interrogativa: Existe meio certo ou meio errado? Só quem vive e convive, pode construir. Quem está à parte, tenta geralmente solucionar suas próprias incondições deste amor pleno. Que com o tempo, vem, ajusta-nos e finda toda e qualquer distinção!


O Vento, pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas e é influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo. (Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.)

Davi Rodrigues - Do Vento Ao Tempo

Divergência