sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

 
PRESSA PARA QUE?
 
Em seu computador, existe uma opção, em que você deve clicar duas vezes para que ele vá para sua solicitação. Algumas vezes, você pode estar com pressa tanta, que até dar dois cliques, torna-se demorado. E mesmo que você seja um “Ás” na área de informática, ainda assim, clicar duas vezes, torna-se algo insuportável! Nas estradas, às vezes, você está com tanta pressa, seja lá o motivo que for... Ultrapassar o veiculo da frente, transpor um semáforo no vermelho, praticar qualquer transgressão, simplesmente parece à única solução...
Em sua vida, quantas vezes, tem a certeza, de que tem a certeza? E quanta vez decepciona-se por isso? Ou quantas vezes, só se dá conta, quando a informação chega até você?
Enquanto não mudarmos em nossas pequenas infrações, como poderemos querer cobrar, as grandes decepções que nos afligem todos os dias e que persistimos em usar como desculpa, para cometermos nossas pequenas infrações?
 
Davi Rodrigues – Do Vento Ao Tempo

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Onde Os Ventos E Os Tempos Se Encontram



Prefiro chamá-la de vento... Esperar sua vinda, feito em ondas de mar. Que refrigera quando chega e deixa-me abafado com sua ida. Queria mais vindas e poder viver esse amor intransponível de que relatam os livros. Não o queria, como os eternos amores que beiram as tão dramáticas sentenças Shakespearianas... 

Mas aquele amor onde ambos tomam para si, em objetividade, tornar-se de suas convicções e começar a reaprender a dois... Amor que não se anula o individual, porém, cria-se uma terceira vida. Ausente dos auto-ego-centrismos, por mais mascaráveis que sejam. Por mais importantes que pareçam. Nada que cada um, não possa ceder de seu próprio tempo, para criar um tempo de e para ambos. Um amor que não padeça a indomável e nem se pretubere em um abissal marasmo de rotina, agora que tenho ciência do que ambos representam. Quero um amor que eu possa divulgar, sem o mínimo receio de que algum mal olhado, seja capaz de movê-lo, em qualquer sentido ou ter qualquer ação de efeito, sobre ele. É desse amor que eu falo! Um amor construído por se amar e querer no outro, ver essa extensão! Não aquele amor que se pauta entre o que se aceita em um psicanalista qualquer, ou em uma rede social, com um vizinho ou com a amiga ou amigo, que tenha vivido situação parecida... Quero um cuidado, que seja baseado, no que represento para o outro, enquanto tem o prazer de conhecer-me. Não, baseado em uma comparação do que outros foram ou tentam formular-me! Deslocam suas próprias transgressões, no intento de declarar as transgressões alheias com um peso maior que as suas próprias, talvez num impetuoso e lamentável suspiro final, de imputar a outro, algo pior, apenas para afastar de si alguém que possa acusá-lo. Tendenciosamente, o grande fato é que alguém com um erro corre ao encontro de um erro maior, para sentir-se com a consciência tranquila, por saber que, além de não ser o único a errar, existe alguém que erra mais, dando-lhe a ilusória satisfação de perdão.... A estes, fica só uma interrogativa: Existe meio certo ou meio errado? Só quem vive e convive, pode construir. Quem está à parte, tenta geralmente solucionar suas próprias incondições deste amor pleno. Que com o tempo, vem, ajusta-nos e finda toda e qualquer distinção!


O Vento, pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas e é influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo. (Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.)

Davi Rodrigues - Do Vento Ao Tempo

Divergência