quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Onde Os Ventos E Os Tempos Se Encontram



Prefiro chamá-la de vento... Esperar sua vinda, feito em ondas de mar. Que refrigera quando chega e deixa-me abafado com sua ida. Queria mais vindas e poder viver esse amor intransponível de que relatam os livros. Não o queria, como os eternos amores que beiram as tão dramáticas sentenças Shakespearianas... 

Mas aquele amor onde ambos tomam para si, em objetividade, tornar-se de suas convicções e começar a reaprender a dois... Amor que não se anula o individual, porém, cria-se uma terceira vida. Ausente dos auto-ego-centrismos, por mais mascaráveis que sejam. Por mais importantes que pareçam. Nada que cada um, não possa ceder de seu próprio tempo, para criar um tempo de e para ambos. Um amor que não padeça a indomável e nem se pretubere em um abissal marasmo de rotina, agora que tenho ciência do que ambos representam. Quero um amor que eu possa divulgar, sem o mínimo receio de que algum mal olhado, seja capaz de movê-lo, em qualquer sentido ou ter qualquer ação de efeito, sobre ele. É desse amor que eu falo! Um amor construído por se amar e querer no outro, ver essa extensão! Não aquele amor que se pauta entre o que se aceita em um psicanalista qualquer, ou em uma rede social, com um vizinho ou com a amiga ou amigo, que tenha vivido situação parecida... Quero um cuidado, que seja baseado, no que represento para o outro, enquanto tem o prazer de conhecer-me. Não, baseado em uma comparação do que outros foram ou tentam formular-me! Deslocam suas próprias transgressões, no intento de declarar as transgressões alheias com um peso maior que as suas próprias, talvez num impetuoso e lamentável suspiro final, de imputar a outro, algo pior, apenas para afastar de si alguém que possa acusá-lo. Tendenciosamente, o grande fato é que alguém com um erro corre ao encontro de um erro maior, para sentir-se com a consciência tranquila, por saber que, além de não ser o único a errar, existe alguém que erra mais, dando-lhe a ilusória satisfação de perdão.... A estes, fica só uma interrogativa: Existe meio certo ou meio errado? Só quem vive e convive, pode construir. Quem está à parte, tenta geralmente solucionar suas próprias incondições deste amor pleno. Que com o tempo, vem, ajusta-nos e finda toda e qualquer distinção!


O Vento, pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas e é influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo. (Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.)

Davi Rodrigues - Do Vento Ao Tempo

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